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Síndrome de Burnout, pós-modernidade e conflitos

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Por Francisco da Costa Júnior   

Uma das grandes dificuldades do trabalho em psiquiatria é definir o que vem a ser “saúde” e “normalidade”. Frequentemente, na prática médica, se define saúde pela ausência de doença; ou pela ausência de queixas, ou pela ausência de sintomas. Ou seja, se define saúde como o negativo da doença, e não a saúde em si mesma. Curiosamente, isso é o contrário do que acontece com a maioria das pessoas em suas vidas privadas, em que o estado de saúde precede o estado de adoecimento. 

No século XX, contudo, alguns parâmetros gerais para a questão da normalidade mental foram apontados pela psicanálise de Sigmund Freud. Para Freud, ser mentalmente saudável, em linhas gerais, era conseguir três coisas na vida: amar, trabalhar e ter prazer. Isso, claro, depois de um requisito prévio: ter um ego suficientemente saudável para viver mais na realidade do que na fantasia. 

Assim, simplificando Freud, teríamos que a pessoa que não conseguisse amar, – ou que, ao amar, se envolvesse em muitas confusões –, seria neurótica (aquela que não consegue se libertar de suas “escolhas” infantis). Já a pessoa que não conseguisse ter prazer, ou, por outro lado, se tornasse escravo da busca pelo prazer, seria melancólico, ansioso (fóbico, obsessivo, etc.), ou, no segundo caso, pervertido. Já aquele que não conseguisse trabalhar seria... bem, seria uma espécie de aleijado existencial, ou um imaturo, ou uma pessoa mutilada para a possibilidade de se realizar individualmente; em suma, seria alguém com “falha de personalidade”, por exemplo. Mas, de todo jeito, seria também uma pessoa doente.   

Sem entrar nos contextos histórico-culturais deste modo de pensar, sabemos que esta ampla definição de “normalidade psíquica” se tornou fundamental 

Francisco da Costa Júnior é médico-psiquiatra.    

para a vida prática dos profissionais de saúde mental do século XX, mesmo após a psicanálise ter entrado em declínio como concepção hegemônica de prática psiquiátrica, da década de 1970 em diante. Como se sabe, a psicanálise foi fundamental para a saída dos psiquiatras dos hospícios, em direção aos consultórios privados, e deixou muitas influências mesmo de maneira subliminar. 

Até o século XIX, os psiquiatras tratavam mais da “loucura” propriamente dita (“psicose”, “demência”, etc.) do que das “pessoas comuns” e de seus problemas cotidianos. Até esta época, era bem mais simples para o psiquiatra conceber o que vinha a ser normalidade, já que seus pacientes eram flagrantemente considerados “loucos” pela sociedade – e frequentemente muito antes de ir “parar no hospício”, como se dizia. O psiquiatra era verdadeiramente um “médico de loucos”. Ou seja: quem não fosse “louco” não tinha porque se tratar com psiquiatras; logo, em termos práticos, eram pessoas “normais”, “saudáveis”. A normalidade mental era um estado inerente ao sujeito, não precisando ser definida para que indivíduo a alcançasse. Os psiquiátricos se dedicavam a conceituar os tipos de “loucura” e a tentar tratá-los ou controlá-los. A normalidade, por conseguinte, não estava em seu campo de preocupação. 

A necessidade de refinar o conceito de saúde e normalidade mental surgiu fortemente no século XX, quando a psiquiatria se tornou uma profissão também voltada a tratar as desordens ou o sofrimento psíquico de pessoas até então consideradas normais (aprioristicamente) frente à loucura propriamente dita. Foi então justamente entre as pessoas “não-loucas” que a psicanálise definiu o seu modelo principal de doença mental, a neurose, que era a doença dos normais. Ou, em outras palavras, a normalidade em si seria neurótica. Logo, uma normalidade ideal para os neuróticos precisava ser conceituada.   

Foi assim, então, que o conceito psicanalítico de saúde mental (amar, trabalhar e ter prazer) tornou-se um fundamento para os profissionais psi de consultórios privados do século XX. Em psicoterapias, e depois nos tratamentos farmacológicos, os profissionais passaram a perseguir o objetivo de que seus pacientes, ao longo do tratamento, conseguissem amar, trabalhar e ter prazer, tudo com equilíbrio e sem fanatismo. 

Curiosamente, entretanto, ao final do século XX – e vindo inicialmente do próprio seio da psicanálise –, uma nova síndrome foi descrita e veio jogar um pouco de confusão no establishment da normalidade mental: a Síndrome de Burnout. Sucintamente burnout significa “queimar”, de modo que a síndrome tem sido definida como falta de atividade por esgotamento de energia. Vem a ser, clinicamente, uma série de sintomas que o sujeito apresenta (fora e dentro do ambiente de trabalho) como forma de sobreviver ao próprio trabalho, mas podendo chegar ao esgotamento total.  

Na síndrome de Burnout, o próprio trabalho é considerado um agente adoecedor; e não apenas pela relação particular que um determinado indivíduo pode ter com seu trabalho, mas sim pelas características intrínsecas de determinados trabalhos, ou do trabalho em si, em determinadas circunstâncias. Grosso modo, qualquer trabalhador, de qualquer profissão, pode desenvolver Burnout, porém a síndrome tem sido descrita com maior freqüência em determinadas funções, e em determinadas condições de trabalho. Não vem a ser obra do acaso, por exemplo, a prevalência de 15,9% de afastamento do trabalho por distúrbios mentais em uma determinada categoria profissional enquanto que em outras não passa de 4,9%. Profissões ligadas a segurança, saúde e educação, e que tenham uma relação direta com pessoas em situações afetivamente “carregadas”, têm sido descritas como as mais predisponentes a desenvolver Burnout. 

Do mesmo modo, ambientes profissionais desajustados são comuns para a eclosão da síndrome. Ambientes em que acontecem frequentemente situações de assédio moral, de sobrecarga de trabalho, de excesso de burocracia sem finalidade, de normas conflitantes, com ambiguidades de funções, com falta de reconhecimento pelo trabalho, com pressões confusas ou imorais da hierarquia administrativa, com competitividade desordenada, etc. são mais propícios ao Burnout. 

Além disso, e curiosamente, os profissionais que têm maior chance de desenvolver Burnout são aqueles que teriam as características mais ambicionadas em uma sociedade voltada para o crescimento profissional. Frequentemente são as pessoas mais idealistas, altamente motivadas, identificadas com seu trabalho, com alta capacidade de empatia, com altas expectativas, mais responsáveis e perfeccionistas, as mais propensas ao Burnout. Trocando em miúdos, isso significa dizer que Burnout é coisa de trabalhador “caxias”, embora não seja apenas destes. Quer dizer: o mesmo perfil das pessoas que em geral se tornam muito bem sucedidas em quase todas as profissões é também aquele com maior tendência a desenvolver Burnout.  

Por isso mesmo, quase todo profissional ou pesquisador que se dedica ao Burnout costuma iniciar suas palestras dizendo coisas do tipo: “Burnout, quando o trabalho adoece”; ou “Burnout, quando o trabalho é o vilão”. No Burnout, justamente um aspecto considerado saudável do indivíduo é aquele que o faz adoecer: a dedicação ao trabalho. Frequentemente o Burnout surge em alguém que passou boa parte da vida se esforçando para ser um bom profissional, e no período em que ele está se dedicando plenamente ao trabalho. Ou seja: a Síndrome de Burnout coloca em evidência uma relação desarmoniosa entre trabalho e trabalhador. 

A sociedade ocidental dos últimos 200 anos, principalmente após as revoluções industriais dos séculos XVIII e XIX, caracterizou-se por ser uma sociedade do trabalho: primordialmente uma sociedade voltada para o trabalho e para a produção. Numa sociedade assim, ficar doente por causa do trabalho é uma situação individualmente difícil e complexa. A doença, neste caso, agride um valor moral bem quisto à maioria das pessoas: trabalhar e se sentir realizado profissionalmente. O Burnout costuma afetar pessoas dedicadas e bem dispostas a trabalhar. Ele termina por indispor para o trabalho, então, trabalhadores que em algum momento já atribuíram um alto grau de importância a este valor moral de nossa sociedade, o de realizar-se profissionalmente. Em outras palavras, temos o seguinte: o Burnout cria um impedimento psicológico (às vezes temporário, às vezes duradouro) justamente naqueles sujeitos que mais se dedicaram a trabalhar bem feito e de modo correto. Um trabalhador correto e aplicado, ao se defrontar com situações de trabalho improdutivas, confusas ou que colocam em choque seus valores morais e expectativas, costuma ser a história comum de pessoas com síndromes de Burnout. 

Além dos sintomas (e de sua relativa dificuldade de diagnóstico), este conflito moral (entre trabalho, trabalhador e condições de trabalho) é que costuma trazer grandes dificuldades para os pacientes na hora de conseguir tratamentos e entendimentos mais realistas sobre sua condição. 

Frequentemente o paciente procura algum profissional da saúde mental antes mesmo de ter consciência de que seu problema de saúde física ou mental está relacionado ao ato de trabalhar. É nesse momento que os valores morais ligados ao trabalho, até de modo imperceptível, tendem a interferir na condução do caso. Do lado do paciente, se faz necessário que ele lentamente perceba como sua relação com o trabalho, nas condições em que ela ocorre, lhe traz demasiado esgotamento físico e mental.  

Já do lado do profissional, diagnosticar e conduzir um caso de Burnout remete a uma série de dilemas éticos pessoais. O principal deles diz respeito ao choque entre os valores e conceitos do mundo do trabalho e a necessidade de enxergar que, no paciente com Burnout, o que antes era um objetivo pessoal a ser alcançado (trabalhar e realizar-se profissionalmente) tornou-se uma fonte de adoecimento psíquico. Diante de um caso de Burnout, se o profissional continua dando livre vazão a seus dogmas profissionais e a seus valores morais relacionados ao trabalho, ele continuará pressionando o paciente em direção à sua fonte de adoecimento, em lugar de ajudá-lo a enxergar que esta relação, entre adesão ao mundo do trabalho e a realidade do trabalho em si, se tornou patológica.  

Não por acaso, a Síndrome de Burnout costuma ser difundida e divulgada por profissionais da área da saúde que em algum momento se viram eles próprios com a síndrome. A própria descrição original do Burnout, nos anos 1970, aconteceu assim. É difícil para um profissional sério que se dedica com afinco ao seu trabalho entender que um outro sujeito ficou doente justamente por se dedicar com afinco e eriedade ao trabalho. 

Frequentemente, os profissionais da saúde incorporam em alto grau este valor moral da sociedade de trabalho e, consequentemente, da psicanálise. São eles próprios, afinal, pessoas que colocam para si mesmos e para seus pacientes, indistintamente, a necessidade de trabalhar e realizar-se no trabalho. No Burnout, contudo, se esta postura se mantém demasiado arraigada, sem auto-reflexão por parte do profissional, ele jamais conseguirá entender seu paciente, ou ter empatia por ele, não conseguindo sequer reconhecer o seu problema, ou, caso o fazendo, não lhe dando a devida importância, e muito menos sabendo conduzir seu tratamento.  

Por todos estes fatores, somados ao fato de a Síndrome de Burnout ser um diagnóstico relativamente novo, têm sido muitas as dificuldades para o Burnout ter a visibilidade que deveria ter em alguns países, como é o caso do Brasil.  

O Burnout sinaliza um problema social que profissionais da área de saúde é que precisariam dar-lhe visibilidade médica e institucional, a fim de que fosse politicamente levado em consideração pela sociedade, como aconteceu, historicamente, por exemplo, com as doenças devido a precariedade de saneamento básico, com as epidemias por doenças infecto-contagiosas, com os acidentes de trabalho na construção civil ou com as mortes por infecção hospitalar. Em todos estes casos foram profissionais da saúde que deram o alarde para os cuidados que a sociedade precisava passar a ter, tanto em nível individual quanto em nível coletivo. 

No Brasil, contudo, e infelizmente, nem mesmo os médicos peritos do trabalho costumam verificar as condições de trabalho do trabalhador. Apesar de constar em lei como doença ocupacional, o Burnout quase sempre tem sido levado em consideração apenas quando o trabalhador procura seus direitos na justiça. 

Os peritos trabalhistas de empresas, instituições e sistemas previdenciários têm trabalhado muito mais em favor dos empregadores do que em defesa dos pacientes e trabalhadores, mesmo sendo um dever ético dos mesmos verificar ou apontar as más condições de trabalho (VASCONCELLOS, 2006).  

Resta ao paciente, então, ter como aliados os profissionais de saúde que o atendem sem vínculo com a empresa ou instituição em que trabalham. Caberia a estes profissionais assistentes, portanto, dar a visibilidade necessária aos casos de Síndrome de Burnout. Alguns vêm fazendo isso, mas, no geral, ainda são exceções. 

É possível que os conflitos morais do profissional de saúde ao ter que olhar com outros olhos para a realidade do trabalho em algumas situações seja um dos fatores de dificuldade para que o problema trabalhista levantado pelos casos de Burnout ganhe visibilidade social.  

São várias, portanto, e nada fáceis de administrar, as exigências ao profissional de saúde para que ele saiba reconhecer e conduzir casos de Síndrome de Burnout. Em primeiro lugar, ele teria que estar mais disposto a ajudar individualmente o paciente do que a aderir a seus próprios valores morais e conceitos profissionais culturalmente arraigados, os quais o impulsionam a dar um valor imprescindível ao fato de o paciente dever continuar a trabalhar a qualquer custo – custo este que, no Burnout, pode vir a ser muito alto. Por exemplo: 

diagnosticar alguém em estado de Burnout como sendo apenas depressão, prescrever-lhe antidepressivos, e pressiona-lo (sutil ou abertamente) para continuar trabalhando na função ou na profissão que o está adoecendo pode ser algo bastante prejudicial para o paciente, além de favorecer a permanência das condições precárias de trabalho. E esse tipo de conduta, infelizmente, ainda é a mais comum. Neste caso, o profissional assistente obscurece ainda mais a visibilidade da Síndrome de Burnout, fazendo com que sejam mantidos os fatores agravantes para a própria síndrome. 

O profissional de saúde, para atender alguém com Burnout, precisaria, neste caso, ter a capacidade de relativizar seus próprios valores morais, e sabendo ainda separar muito bem sua própria vida pessoal dos reconhecimentos e decisões que alguém com Burnout precisa tomar durante o seu tratamento.  

Além disso, o profissional precisaria possuir um olhar aguçado para as relações de trabalho na atualidade, coisa que, frequentemente, não se ensina nem em faculdades nem em especializações médicas ou de saúde mental. Olhar para as relações de trabalho, então, vem a ser outra dificuldade do profissional de saúde,em especial do profissional de saúde mental, pois passa a depender de seu próprio ímpeto, disposição e capacidade pessoal.  

Também por uma questão de evolução histórica das próprias profissões psi, os profissionais costumam ter prioritariamente um olhar individualizado para o paciente, não se importando muito com o que acontece ao seu redor, ou fora de sua individualidade psíquica (exceto em situações extremadas, como no caso do diagnóstico de transtorno de estresse pós-traumático, por exemplo, que é um dos raros diagnósticos psiquiátricos atuais em que há relação entre causa e efeito com um acontecimento exterior ao indivíduo). Os próprios guias diagnósticos psiquiátricos das últimas quatro décadas não estabelecem relação causal para a maioria das síndromes que diagnostica, pois se consagraram como guias de diagnósticos descritivos puros, “ateóricos”. E superar um paradigma individualista pode ser uma grande batalha para o profissional de saúde mental, que a maioria pode não ter condições ou disposição de enfrentar, pois isso significaria ir contra o status quo de uma dada visão hegemônica de momento.  

Tudo isso superado, surge ainda um outro conflito moral. Tornar visível aos profissionais e à sociedade que o trabalho em si pode adoecer os trabalhadores gera um novo dilema: como fica a sociedade atual se ocorre de ser relativizado o valor fundamental do trabalho como algo salutar a todos os cidadãos? É claro que em uma sociedade liberal democrática não é preciso temer a quebra de um dogma moral, afinal, uma sociedade muda por si mesma, mesmo antes que a maioria das pessoas constate isso. Ainda assim, questionar o valor universal do trabalho pode se tornar algo assustador para alguém que cresceu e foi educado dando valor intenso à determinação por estudar e trabalhar. Relativizar algo que funciona para si próprio, em prol de entender e ajudar a situação de uma outra pessoa, é algo que pode estar além da capacidade de alteridade da maioria dos profissionais de saúde.  

Não há dúvida que o mundo atual tem se transformado velozmente, no contexto do que costuma ser chamado de “pós-modernidade”. Nessa perspectiva, a forma de adesão das pessoas ao trabalho também tem se transformado. No lugar de pessoas “dando o sangue” para empresas, para governos ou para “causas públicas”, aqueles sujeitos que têm maior relação de idealismo e de criatividade em relação à sua necessidade de produzir estão tendendo a se tornar produtores ou trabalhadores independentes, autônomos, trabalhando para si mesmos. Na internet, por exemplo, escritores, músicos, ensaístas, educadores, estilistas e uma série de outros produtores autônomos estão tendo a possibilidade de estabelecer uma relação direta com seus onsumidores, sem intermédio de grandes empresas. Idealistas sociais estão fundando suas próprias ONGs, em lugar de ficarem subordinados a partidos políticos ou a gestões transitórias de governo. Vendedores estão abrindo seus pequenos negócios virtuais ou estão voltando a ser vendedores “de porta em porta”, como acontecia no passado. 

Nos países europeus também têm surgido movimentos (como o slow life, o decrescimento econômico e o ócio criativo) que, cada qual a seu modo, têm pregado e lutado em favor da flexibilização das horas de trabalho, com aumento de autonomia criativa para o trabalhador. Grande empresas de sucesso atual, como a gigante da internet Google, fazem questão de mostrar que seu sucesso dependente de uma relação de trabalho mais livre, mais criativa e mais flexível. 

De qualquer maneira, mesmo vindo a acontecer, ao longo das próximas décadas, tudo aquilo que os ideólogos da pós-modernidade dizem já estar acontecendo, não há dúvida de que uma boa margem de trabalho ao estilo tradicional continuará sendo necessária à sociedade. Tudo indica, no entanto, que mesmo neste caso as relações entre trabalho e trabalhadores também terá que mudar. 

Maior flexibilização de horários, maior incentivo à produtividade (e menos ao cumprimento burocrático de expedientes) e maior proteção jurídica do trabalhador já são algumas das tendências que estão acontecendo mais intensamente em alguns países ricos. A própria síndrome de Burnout, nesse sentido, parece estar crescendo em conhecimento público relacionada a tais mudanças culturais.  

Reconhecer e entender o Burnout está sendo uma das formas de os profissionais de saúde se atualizarem em relação ao mundo em que vivem, deixando para trás seus modelos morais arcaicos e seus modos de pensamento de um outro tempo. 

No Brasil, consequentemente, as discussões em torno do Burnout ainda terão que sinalizar muitas situações desastrosas entre os trabalhadores e seu trabalho.Mas, para isso, primeiro talvez tenha que mudar a relação dos profissionais de saúde (principalmente de saúde mental) com a própria síndrome, para então poder ocorrer seu adequado reconhecimento e entendimento, e sua posterior visibilidade pública. Por enquanto, apesar de o Brasil vez ou outra ser mencionado como um dos países com maior prevalência de Burnout no mundo, tudo é ainda muito incipiente e invisível. 

Mais informações online: 
Síndrome de Burnout:


Experiências de trabalho “pós-modernas”:


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