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O preconceito – Uma “cegueira” que exprime maldade

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O quão nós somos preconceituosos? O quão nós aceitamos o diferente? Estas perguntas sempre serão atuais, independente do momento em que elas forem realizadas. Temos uma chata mania de querer julgar o que não conhecemos e, para piorar, buscamos, erroneamente, julgar o externo com a contaminação teórico-vivencial do nosso interno. Em outras palavras, seria mais ou menos assim: “os meus valores estão certos”. Mas por que estão certos? A resposta seria: “por que são os meus valores”. O que temos é uma “cegueira” ou, como bem descrito por Descartes, um obscurantismo. Embora este termo seja mais usado no impedimento de propagação do saber, ele, também, pode ser usado no tema preconceito, visto que, teremos um impedimento na propagação dos fatos dialéticos. Portanto, teremos, indubitavelmente, uma “cegueira” geradora e alimentadora deste preconceito o qual pode durar por toda a existência de uma pessoa. Caso ela não se afaste deste obscurantismo, “cega” ela ficará e “cega” ela morrerá. O fim para esta “cegueira”, segundo o próprio Descartes, seria resolvido com o ato de desvendar os olhos, sobretudo nos indivíduos que “passam a vida de olhos fechados sem nunca querer abri-los”.

Não nascemos preconceituosos, mas nos tornamos preconceituosos. Não se brota preconceitos do nada. O que acontece é que aprendemos a ser preconceituosos. As heranças que recebemos (familiares, grupais e culturais) fomentam isto. Conseqüentemente, nós, “cegos” pelo preconceito, passamos a errar e erramos feio. A concepção deste erro está pautada em dois princípios filosóficos a se saber: a prevenção e a precipitação. A prevenção seria a facilidade com que somos levados pelas ideais alheias, sem a devida preocupação de questioná-las se são verdadeiras ou falsas. Por exemplo, pensar que um relacionamento homoafetivo não é um exemplo de família configuraria um exemplo de prevenção. Já a precipitação seria a projeção impulsiva e veloz das nossas vontades e juízos de valores, sem antes nos atentarmos sobre a veridicidade dos fatos. Por exemplo, atacar em mídia pública as relações homoafetivas configuraria um exemplo de precipitação. Geralmente, a prevenção é casada com a precipitação e tais eventos acontecem de forma vinculada.

Assim, nós atuamos e, por conseguinte, não damos conta do contraditório e do diferente. Em função disto, o preconceito prospera. Desse modo, não é errado interpretar que ele cresce empiricamente frente aos sentimentos e conhecimentos herdados sobre os quais nunca impomos uma crítica. Para corrigir isto, você, que me lê, precisa se questionar racionalmente e analisar com lógica os seus postulados. Entenda que o preconceito mostra mais as necessidades do preconceituoso do que as próprias características do objeto atacado pelo preconceito. Ele surge no agente ativo do processo, ou seja, em nós mesmos. Então, para concluir e para combater o preconceito, vamos absorver da idéia proferida pela Banda Natiruts – “liberdade para dentro da cabeça...”

Régis Eric Maia Barros

Dr. Régis Eric Maia Barros
Médico Psiquiatra
Mestre e Doutor em Saúde Mental pela FMRP – USP 
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