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Brasília contaminada pelo vírus da corrupção

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Sempre que estamos gripando tentamos tomar um chá, um antigripal, uma vitamina C e quem sabe até uma sopinha mais do que amorosa da nossa mãe ou da nossa avó. De certo, queremos avisar ao repugnante visitante – o vírus – que aqui ele não passará inerte. Ele sofrerá num intervalo de aproximadamente 7 dias as conseqüências desta invasão despropositada.Talvez todos os emplastos que usaremos não mudarão o desfecho final, pois nossas defesas, salvo as exceções em que elas estão comprometidas, debelarão o mal. Agora se o patógeno for cruel, matreiro, bem difundido e “sabido”, o resultado poderá ser negativo. Em Brasília, o vírus da corrupção causador da doença nacional da “politicagem corrupta” está difundido e se alastrado em vários espaços públicos. Este vírus tem uma artimanha e uma patogenia tão peculiar que consegue burlar as defesas e se instalar em várias instituições sem sequer ser notado.  Esta contaminação em massa é lamentável, pois Brasília, as cidades satélites e as cidades circunvizinhas (chamadas de “entorno”) são compostas em sua esmagadora maioria de pessoas trabalhadoras, honestas e que buscam com muito “suor do trabalho” seu lugar ao sol. Muitos migraram de todas as regiões do Brasil e das mais diversas cidades no intuito de dar vazão aos sonhos de crescer e melhorar. O fabuloso Renato Russo já falava do “João de Santo Cristo” nesta saga de simplesmente gritar que existe. Sim! Muitos destes vieram com o mesmo enredo e fantasiavam mudar a vida com o protagonismo do seu trabalho associado ao desejo de acertar. Estes são os verdadeiros heróis do Planalto Central, pois desbravaram o Cerrado e o barro vermelho do solo do Centro-Oeste com a garra e a coragem que Deus lhes deu. Viver aqui na década de 1960 e 1970 não era certamente uma tarefa simples. Estas pessoas geralmente não estão contaminadas diretamente pelo vírus da corrupção, porém são àqueles que mais sofrem as conseqüências da contaminação. Este contágio extrapola as fronteiras da capital nacional e se estende pelo País afora. 

A questão não está nos candangos (pessoas que construíram tudo por aqui e até a identidade emocional de Brasília), mas nos “los otros” constituídos por muitos indivíduos susceptíveis a contaminação (políticos por profissão, profissionais que de alguma forma estão ligados a política e ao poder nas diversas instituições e àqueles que narcisicamente querem utilizar da política como trampolim pessoal). Claro que não são todos! Seria injusto e herege afirmar isto, mas posso dizer que são muitos. Muitos mesmo e muito mais do que é possível suportar! A indumentária, por vezes, é semelhante com belos ternos escuros e camisas claras com gravatas de tom avermelhado ou vestidos “chiques” se o ser contaminado for do sexo feminino. Parece até uniforme! Calma aí, que tal vestimenta não é patognomônica, pois algumas pessoas podem utilizá-la por achar bonita e outros indivíduos contaminados e contaminantes nem sempre as utilizam. Enfim, eles circulam por todos os lados aqui.  

Os indivíduos contaminados por tão sacana “micro-organismo” desenvolvem em poucos dias a grave enfermidade da “corrupção” cuja forma mais grave é a “corrupção politiqueira - variante eu quero me dar bem”. Esta é terrível, pois níveis elevados de sociopatia são alcançados e nada mais importa do que fazer conchavos e “marmotas” pessoais – lê-se bandidagem – para executar os objetivos. Os sintomas da doença são diversos, mas chama atenção: A capacidade de negar embora a falcatrua seja explícita;

  • A sedução ao falar e a tentativa de ludibriar;
  • A necessidade de mostrar que é uma pessoa idônea, sem ser;
  • O desejo de evidenciar que fará algo diferente e melhor do que todos;
  • A artimanha de usar uma simpatia falsa;
  • A ardilosa habilidade de tentar mostrar que os outros erravam e que ele

está certo e sempre acertará, ou seja, ele tentará assumir o embuste de “Salvador da Pátria”;

  • Por fim o mais perigoso – a tendência de encontrar outros seres

contaminados formando uma legião (quadrilha mesmo) de espectros adoecidos e transmissores da doença. De fato, os cientistas já provaram que eles têm a capacidade de se encontrarem na “terra de Malboro” e que juntos formam uma horda letal. 

Infelizmente, não existem imunidades ativas ou passivas capazes de eliminar por completo este micróbio social, mas alguns sinais de alerta são importantes na proteção e na tentativa de erradicação desta praga. Citarei algumas: 

a) Indivíduos que se transvestem de “Messias”, ou seja, àqueles que prometem mudanças mágicas, são altamente suspeitos de contágio ou suscetibilidade de adoecer. 
b) Indivíduos que buscam insistentemente os meios de comunicação para autopromoção, utilizando-se de vassalos neste intuito, expressarão a enzima “corruptio narcissism” e eles, certamente, terão defesas fragilizadas para combater o patógeno.  
c) Indivíduos que no cenário político se esquivam de suas responsabilidades e somente apontam erros dos outros, por mais que os outros estejam errados mesmo, podem demonstrar fragilidades ao contágio. 
d) Indivíduos, que mudam de opinião facilmente a depender de como as cartas são traçadas nas esferas de poder, possivelmente estão contaminados. 
e) Indivíduos que permanecem no poder ou dão as cartas por “saberem demais”, não só estão contaminados como em termos de prevalência tem mais chances de desenvolverem as formas mais graves. 
f) Indivíduos que recorrentemente fazem conluios espúrios em benefício próprio ligando-se a outros para alcançar o seu desejo pessoal e imoral estão contaminados e dissipam a grave variante “corrupção coniuratione” cuja tradução para o português é de formação de quadrilha. 
g) Indivíduos que necessitam demonstrar artificialmente que “são bons moços”, apesar de sua história pregressa ser mais suja do que chão de galinheiro, não produzem o anticorpo “si mancol” e, provavelmente, sucumbirão à doença.  
h) Para finalizar, àqueles cujo desejo individual escamoteia a coletividade, apresentam o abominável gene (Canis Filius) e isto certamente levará a contaminação. Em outras palavras, neste caso não tem jeito, pois já é jogo perdido. 

Diante do alerta, protejam-se! Como falado previamente, não existem vacinas eficientes para mudar os indivíduos acometidos. Lembre-se que uma vez contaminado pela “corrupção” não haverá mais volta. A doença fica incrustada no código genético com graves riscos para hereditariedade. Só nos restará o sacrifício do indivíduo. Não um sacrifício com morte real, mas um sacrifício simbólico, ou seja, o expurgo da vida pública e a eliminação do percurso buscado para se beneficiar com os tráficos de influência. Claro com o prazer de ver o indivíduo responder e pagar por todo mal realizado bem como bloquear sua ascensão nos jogos do poder.  

Dr. Régis Eric Maia Barros 
Médico Psiquiatra 
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