Todo médico é um torcedor

torcedor flamengo

E a medicina? Ciência da saúde que bebe do saber e do avanço científico e tecnológico. “Asclépios” imbuídos em salvar. 12 semestres de árduos estudos e de poucas noites de sono. Plantões atrás de plantões e, por conseguinte, noites mal dormidas. Uma longa jornada com atualização contínua e, infelizmente, com pouca valorização. Apesar disso, é muito bom ser médico. A despeito disso, é muito prazeroso o ato de exercer uma medicina humana. E dentro desse humanismo, eu postulo que todo médico, também, é um torcedor.

Mas, como assim? Torcedor?

Sim! Ao propor tratamento e ao se envolver com o paciente, estamos executando, ao mesmo tempo, o papel de médico e torcedor. Não me parece razoável provar como o médico exerce um papel médico. No entanto, é muito válido explicar a tese de torcedor.

O que um torcedor faz? Claro que a resposta seria: um torcedor torce. Mas, o que um torcedor deseja? Eis a questão! Um torcedor deseja o melhor e tudo de bom ao seu objeto de torcida. Um torcedor se emociona e, por vezes, chora de alegria e de tristeza. Um torcedor sofre e espera que o desfecho de tudo seja o melhor possível. Um torcedor grita e estimula. Um torcedor pede a Deus para tudo ocorra da melhor maneira possível. Um torcedor chega à sua casa e pensa, consigo mesmo, no que poderia ser feito a mais. Um torcedor sofre sempre que não dá certo. Um torcedor vibra com o sucesso e abraça e conforta em todo o insucesso. Um torcedor é a representação do humanismo, pois, sem isso, não há torcida. E percebam: não haverá medicina também.

Portanto, concluo que todo médico é um torcedor…

Régis Eric Maia Barros

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