Tempo…

“Tempo, tempo mano velho”. Corremos e vivemos correndo. Olhamos para o tempo e desejamos vencê-lo. Mas, por que e para que? Não o respeitamos. Não percebemos que precisamos de tempo para nós e que o relógio não pode ser a moeda da vida. Os ponteiros passam. E daí! Deixem passar. Só não se esqueça de você. Use o coração. Entenda que ele comanda o tempo. Ele é soberano. O coração é poesia. O relógio é ditado de caligrafia. Portanto, os ponteiros cobram e perturbam. As batidas do coração podem libertar. Esse seu coração pede para que você se jogue na vida. Por que temer? Por que deixar de aproveitar? O que te prende? Saia da rotina. Por sinal, a rotina também é uma prisão que te engana. Você pensa que é feliz nela. Talvez, não. Simplesmente, ela te cega e tu está condicionado a repeti-la. Se não usarmos outra unidade de tempo simbólica, nós envelheceremos por dentro a ponto de ficarmos podres como se fôssemos definhando de dentro para fora. A casca se mostrando bem aparentada e internamente acabamos sendo seres sem beleza. Façamos como o mestre Rubem Alves definiu. Ou seja, “O tempo pode ser medido com as batidas de um relógio ou pode ser medido com as batidas do coração”. Há uma grande diferença nisso. É diferente viver pensando no número de horas vividas e viver lembrando o número de beijos dados, abraços apertados ofertados/recebidos e o número de aventuras realizadas.

Meus queridos acordem, pois o tempo urge. Seja reacionário consigo mesmo. Não tema. Quebre a lógica e o status quo que nos empurra ao mesmismo. Sinta as batidas do seu coração…

Régis Eric Maia Barros

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