Qual o escopo da psiquiatria?

Certamente, muitos responderão pautados na neuroanatomia. Ou seja, alguns dirão que são as vias límbicas e mesolímbicas. Outros falarão do córtex frontal e pré-frontal. Seria o Núcleo accumbens? Seria o hipocampo? Seria a substância cinzenta? Seria tudo isso conjugado integrado?

Enfim, aonde a psiquiatria atua?

Para mim, ela atua no coração (sentido figurado) e na alma (sentido filosófico). E por que defendo isso? Por que a psiquiatria e, por conseguinte, o psiquiatra atua no afeto e na essência de cada pessoa. A psiquiatria tenta despertar sonhos e desejos. A psiquiatria insiste na busca do equilíbrio. A psiquiatria doa amor. A psiquiatria propaga afetividade. A psiquiatria é voz, que confronta o amargor, e ouvidos capaz de escutar a dor. A psiquiatria ataca a mazela do desespero. A psiquiatria abraça e beija quem padece da dor emocional que é, deveras, forte e covarde. Essa dor emocional maltrata tanto que, por vezes, a vida enegrece e ofusca o desejo de continuar. Somente quem atua diretamente no coração e na alma das pessoas pode mudar esse cenário. Por isso, afirmo que o escopo da psiquiatria está no coração e na alma.

Claro que respeito, aceito e utilizo todo esse entendimento neuroanatômico e fisiológico, mas quer saber de uma coisa: quando me perguntam aonde eu atuo, eu respondo que atuo no coração e na alma.

Régis Eric Maia Barros

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