Prova de proficiência em medicina

medicina

Algumas faculdades possuem uma prova de proficiência. Ou seja, o candidato precisa demonstrar uma competência inata para aspirar e seguir aquela carreira. A arquitetura é um exemplo disso. É bem possível que, para esse curso, a prova busque analisar a capacidade de entendimento tridimensional do candidato bem como a sua habilidade de desenho. Penso eu que é mais ou menos assim. Se não for, antecipadamente, desculpo-me.

Então, fiquei perguntando se seria palpável uma prova assim para os aspirantes ao curso de medicina. Certamente, o método de checagem da proficiência não seria tão concreto e mecânico como o descrito acima. Eis que passaram, na minha cabeça, os seguintes critérios a serem medidos.

Para ser médico seria preciso provar que se gosta de pessoas, que preconceitos de quaisquer espécies nunca serão aceitos nem bem vindos, que se é humilde, que dentro de si há muito afeto e humanismo, que a alteridade é ponto pacífico na visão de mundo do candidato, que a ética é algo mais do que concreto na conduta desse futuro médico, que o abraço, o beijo e o carinho estejam sempre presentes, que o sorriso seja potente, que o desejo de cuidar e ajudar sejam imperativos, que o ato de sonhar não morra, que os anos não deteriorem a bondade e a capacidade de se emocionar, que o amor à arte médica deve nos mover sempre e que o desejo de ser médico não seja derretido pelas dores e dificuldades da profissão.

Pronto! Se houvesse a possibilidade de criar uma prova de proficiência em medicina, eu trabalharia de alguma forma esses critérios. Se a referida prova fosse aceita, poderíamos, quem sabe, selecionar grandes médicos na real essência da função médica. Talvez, muitos seriam reprovados. Se assim há essa suspeita, podemos deduzir que muitos “médicos” não são, de fato, médicos. Enfim, findo aqui essa minha reflexão.

Régis Eric Maia Barros

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