Precisamos de mais Rock…

Junto com o Leozinho, eu tive o prazer de assistir o filme “Escola do Rock”. Ele adora rock’n’roll e, por isso, namora com sua guitarra nas aulas de música. Além da trilha sonora fantástica, o filme nos ensina pelo menos duas coisas: a escola precisa libertar e a música é um instrumento de libertação. Como dito pelo mestre Rubem Alves, “há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas”. Onde a música habita, as asas baterão e os voos poderão ser plenos. Onde o rock existe, a liberdade será certa e as asas serão firmes. Assim é o que eu espero de uma escola. Portanto, um ambiente que liberte e faça pensar e não um espaço que molde comportamentos. Uma escola cuja voz do aluno é escutada mesmo que ele não seja um tagarela ou um aluno tido como popular. Uma escola onde os professores são educadores e amigos. Uma escola para a vida e não, somente, para o vestibular. Uma escola que crie pessoas boas e bons cidadãos e não uma escola preocupada no marketing das competições de resultados. A vida é, por vezes, uma jornada longa e, durante esse percurso, usaremos os verdadeiros ensinamentos da escola. Se ela nos libertou, a jornada poderá ser mais amena, mas, caso ela tenha nos aprisionado, o futuro tem tudo para ser sombrio. Que solos de guitarra ecoem nas escolas. Que o desejo aguçado de questionar aconteça na cabeça de todo aluno. Que as mentes sejam abertas. Que a diversidade exista. Assim, é o rock and roll. Assim, deve ser a escola. Enfim, “it’s a long way to the top (if you wanna Rock ‘n’ Roll)…”

Régis Eric Maia Barros

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