Para os meus filhos no futuro

Leo e Ben na praia

Escrevo para vocês, Léo e Ben, nos dias de hoje (2019) e, certamente, vocês entenderão tudo quando já forem homens grandes e estiverem conduzindo suas vidas. Portanto, peço que, ao entenderem a mensagem, repassem a frente e, caso tenham seus filhos, também os façam perceber isso no momento certo.

Meus amados filhos pergunto-vos: qual o sentido da vida?

Foram tantas coisas vividas até aí. Até agora, vocês sorriram e choraram, venceram e perderam, sonharam e se frustraram. A vida é essa espiral mesmo. Caminhamos sentindo na pele essas oscilações. Sim! O sofrimento faz parte da vida. Vocês sabem isso. Mas, a despeito disso, a vida é mágica. Ou melhor, a magia da vida depende de nós. Portanto, valorizem-na e, em primeira pessoa, valorizem-se. Gostem-se! Amem-se! Perdoem-se! Modifiquem-se! Esse olhar para si permite que as coisas aconteçam para fora de vocês. Esse é o caminho. Essa é a ideia. Somos finitos e, em decorrência da finitude, não podemos perder tempo com questiúnculas. Apertem, às vezes, o botão do foda-se. Logo, foda-se tudo aquilo ou todo aquele que traz negatividade. E a tristeza? O que vocês devem fazer com ela? Entendam que boa parte da matéria prima da vida é composta por tristeza. Isso acontece para todos nós. E daí! Vamos respeitar a tristeza, mas não nos curvaremos a ele. Em hipótese alguma, curvem-se a ela. Beijem mais. Abracem mais. Namorem mais. Dancem cada vez mais. Movimentem-se. Olhem o céu. Tomem banho de chuva. Percebam as estrelas. Respondam assim que a tristeza correrá.

Por fim, meu último conselho. Valorizem seus amados. Façam isso sempre. O sentido da vida se confunde com as pessoas que escolhemos viver. Digo viver e não conviver. Convivemos com centenas, mas vivemos somente com poucas e muito poucas mesmo. Essas poucas pessoas nos dão azimute. Se elas deixassem de existir, seria um caos. E não sei como encontraríamos um novo sentido. Portanto, não esqueçam de valorizá-las sempre. Não esqueçam de amá-las sempre. Apertem-nas nos seus braços e sintam o coração delas. Depois disso que escrevi, peço-os que vivam e degustem de tudo.

Não sei se estarei vivo quando vocês lerem e entenderem isso aqui, mas, se não estiver, deixo uma semente de como viver é bom e de como pode ser massa. Se estiver vivo, podemos tomar uma boa cerveja ou um bom vinho conversando sobre tudo isso.

Beijos do pai

Régis Eric Maia Barros

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