“Homens Bons”

Homens Bons

Hoje, antes de iniciar os atendimentos no consultório, veio na minha cabeça uma pergunta.

O que diferencia os verdadeiros “homens bons” dos demais? Estou chamando de “homens bons” aqueles (homens e mulheres) que fizeram atitudes, de fato, nobres e humanas para os outros. Tais atitudes, geralmente, não foram atos pontuais, mais sim repetidos e com uma programação de bondade.

Assim, eu vejo e valorizo Nicholas Winton que salvou mais de 600 crianças judias da morte no holocausto.

Assim, eu vejo e valorizo Irena Sendler que salvou e resgatou mais de 2000 crianças no Gueto de Varsóvia

Assim, eu vejo e valorizo Madre Teresa de Calcutá que se imbuía em cuidar de moribundos e desassistidos

Assim, eu vejo e valorizo Irmã Dulce que lutou humanamente em favor dos pobres e contra a miséria no Nordeste Brasileiro.

O que eles são?

Santos? Predestinados? Iluminados? Escolhidos por Deus?

Não, eles não são isto. Eles foram e são humanos iguais a ti e a mim. Certamente, eles tiveram e têm suas fragilidades e limitações. Eles foram e são pessoas com defeitos e imperfeições. Eles são humanos.

Contudo, existe sim uma grande diferença – a capacidade deles para a doação de afeto e amor. Esta capacidade está intimamente ligada ao entendimento de que a vida precisa ser coletiva bem como a percepção, por parte deles, de que o individual nunca poderá se sobrepor ao cuidado coletivo. Consequentemente, nada terá sentido se o olhar for centrado, única e exclusivamente, em si. O olhar no outro e para o outro guiará, em muitos momentos, nossas atitudes, pois estar bem e se sentir protegido, quando aquele que se encontra ao seu lado estar mal e desprotegido, criará uma cobrança. Se você for sensível a ela, como o Winton, Sendler, Madre Teresa e Irmã Dulce, foram, você será um “homem bom” em teoria. E se você praticar o ato de proteção bondosa da coletividade deixando de ser sempre o centro, você será um um “homem bom” de fato.

Um viva e um salve a todos os “homens bons”

Régis Eric Maia Barros

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