Fotos de pacientes

felicidade

Salvo em algumas situações de exceção, eu costumo aceitar pedidos de amizade, por parte dos meus pacientes, nas minhas mídias sociais. Alguns consideram isso errado e pouco funcional na relação médico-paciente. Mas, eu confesso que não enxergo assim. Entendo que, se a relação for respeitosa e pautada nos limites éticos, não haverá problemas. Nos casos de exceção, cabe um manejo correto que pode até levar ao fim da participação nas minhas mídias.

A principal razão de tê-los nessas mídias é o fato de poder percebê-los nas suas vidas. Dentro do consultório, eu tenho a inferência das situações, mas, ao olhá-los em sua expressão social, posso extrair como suas vidas estão de fato. Eles também poderão me perceber. Seria uma exposição? Talvez sim, porém entendo que, em se mantendo os limites e o respeito, a problemática não é tão grande. Eu não bisbilhoto as mídias deles. Eu fico na torcida. Eu torço pelo sucesso deles. Eu desejo que a felicidade se materialize.

Como assim?

Eu sou um torcedor fanático dos meus pacientes. Eu torço para que a vida deles seja cada vez mais rica em felicidade. Trabalhamos isso nos nossos encontros. Portanto, a felicidade vai além dos remédios que estão presentes no tratamento. De maneira empobrecida, a sociedade, vez por outra, os chama de “loucos”. Desta feita, o meu projeto será transformar a “loucura” em felicidade. Eis que as mídias me evidenciam algumas das suas jornadas pela busca da felicidade. Então, observo e admiro essa luta para ser feliz. Fotos com sorrisos, abraços e beijos fazem com que eu aplauda tais apresentações. Imagens diversas (viagens, esporte e lazer) e posturas de priorização de si mesmo levam-me a vibrar. É isso que observo. Sou um torcedor nato. Um torcedor que aplaude, um torcedor que grita para motivar e um torcedor que chora nas derrotas. Todavia, a vida é assim: uma estrada com vitórias e derrotas. Independente do que vem ocorrendo, precisamos continuar. E aqueles pacientes com poucas fotos de felicidade? Também os percebo. Para eles, surge um novo objetivo – permitir que fotos felizes apareçam, pois, se assim ocorrer, o tratamento vigou. Enfim, sou um respeitoso admirador dos passos dos meus pacientes.

Régis Eric Maia Barros

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