Cannabis Medicinal

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Ontem, eu tive a honra de participar de uma audiência pública sobre a proibição de drogas e que foi promovida pelo Câmara Legislativa do Distrito Federal numa iniciativa do Deputado Fábio Félix.

Serei breve, pois brevidade demonstra certeza.

E estou certo de que aqueles que usam apresentações artesanais da Cannabis sativa (óleos e vaporizações), para fins medicinais, não são criminosos e não podem ser julgados sobre essa égide. Tais pacientes, massacrados por uma doença ou por um sintoma, encontraram, nessas apresentações, melhoras clínicas consideráveis as quais foram atestadas pelos seus médicos assistentes. Os pacientes encontraram para si ou para seus entes queridos melhoras que a alopatia não tinha oferecido. Ou seja, diante de uma refratariedade aos tratamentos convencionais, eles se enveredaram no uso da chamada “Cannabis medicinal”. Já participei de outras audiências públicas e, em todas, inclusive nessa, há testemunhos de mães de pacientes autistas e epilépticos, pacientes com doenças degenerativas, portadores de doenças neurológicas, portadores de câncer e vários outros pacientes com patologias diversas. Todos eles se permitem corajosamente defender o uso das apresentações artesanais para fins terapêuticos. São pessoas boas, trabalhadoras e sofridas pelas doenças e pelos sintomas. Não são bandidos. Nunca foram. Eles trazem seus relatórios médicos nos quais o colega médico assistente descreve melhoras dos infortúnios e, por mais que ainda não saibamos os motivos, tais pacientes melhoraram.

E mesmo que se tenham questionamentos médicos (eficácia, riscos, dose terapêutica e controle de produção) e jurídicos (criminalidade e legislação), eles, todos esses pacientes e familiares, encontraram melhora com esse uso medicinal. Eles não vendem nenhuma substância, eles não traficam e eles só desejam paz e conforto.

Então, qual mal e qual crimes eles estão a cometer?

Para finalizar, pergunto-vos: o que faríamos se tivéssemos um filho ou uma pessoa amada padecendo de um mal e que encontrasse alívio com esse uso de Cannabis medicinal?

Talvez, sem titubear, deixaríamos nosso medo e nosso preconceito de lado para aderir e aceitar essa proposta. Mesmo sem saber o porquê da melhora, bancaríamos o uso, pois, em havendo melhora do sintoma, que avassala o presente, não nos prenderíamos ao medo do que poderá acontecer no futuro. Se a dor que maltrata e machuca acontece no hoje, será muita bobagem ficar abdicando de alívio pelo receio do futuro.

Meu abraço fraternal a todos que usam a Cannabis medicinal. Reitero que não encontro em vocês nenhum deslize ético e nenhum crime nessa escolha.

Sejam felizes!

Régis Eric Maia Barros

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