A neurose acorrenta

neurose

Liberdade nada mais é do que quebrar neuroses. Como elas nos prendem! Como elas não permitem o crescimento! Como elas bloqueiam nossa vida! É por isso que elas consomem e incapacitam. As nossas construções de vida são produtos das fases que passamos. Como bem refletido por Simone de Beauvoir, nós não somos o que somos, mas sim nós nos construímos, nos evidenciamos e nos tornamos. Assim, passamos a ser produtos do nosso caminhar pela vida. Portanto, o passado nos persegue. Ele nos impregna de conflitos e angústias. O passado aparece, sobretudo o pretérito não lembrado pelo consciente. O passado de tempos remotos. O passado de criança. Ele costuma a ser vil. Ele é potente e, sem dúvidas, nos acompanha. Nós, adultos, não percebemos isso, visto que, o processamento das coisas não elabora essa percepção. Tudo fica bem guardado e vai aparecendo nas nossas posturas frente ao mundo bem como na nossa testagem da realidade e, também, na nossa resiliência. Por isso, Mário Quintana foi perfeito ao dizer que: “O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente”. Quando nossas construções de outrora nos acorrenta, haverá sofrimento e dor. Cabe-nos acordar e lutar para melhorar. Lutar para elaborar melhor esses conflitos. Lutar pela liberdade, visto que, ser livre é um ato de se afastar dessas neuroses. Não cabe a ninguém quebrar tais correntes. Cabe, exclusivamente, a própria pessoa que padece de tal neurose e que, sem notar, anda com o freio de mão puxado na vida.

Liberte-se, trate e evolua…

Isso é um papel e uma função sua.

Régis Eric Maia Barros

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>