Ser pai

Ser pai

A função paterna é muito mais do que o ato de prover e fisicamente proteger. Isso está automaticamente incorporado no papel do pai. Entendo que, mesmo sendo atos básicos e naturais em termos filogenéticos, muitos pais não os fazem. Portanto, o pai que não tem em si o desejo de prover e proteger não deve, em hipótese alguma, ser alcunhado de pai. No entanto, como dito, a real paternidade ultrapassa isso. Ser pai é mostrar a vida, que é maravilhosa, mas ardilosa quando nos deseja machucar. Ensinar e acolher são verbos pujantes na vida de um verdadeiro pai. Assim sendo, na paternidade, o ato de estar ao lado do filho, encarando a imensidão do mundo e da vida, é uma obrigação. Orientar e dar a segurança necessária para os filhos, durante os seus passos e os seus voos nas estradas e no céu da vida, são heranças, talvez, mais importantes do que as hereditárias. Ou seja, ser pai não se insere na pobreza do material, mas sim na riqueza do abstrato, visto que, a paixão e o amor são dimensões abstratas que nos fazem sorrir e nos dão o desejo de continuar.

Na primeira foto, eu tento quebrar o medo do Leozinho para que ele encare as ondas. Mesmo diante da imensidão do mar, eu, na função de pai, precisava fazer isso. Ao final, a beleza abstrata surgiu e a imensidão já não amedrontava, mas, pelo contrário, despertava nele o desejo de desbravá-la. A segunda foto comprova isso. Essas duas fotos reunidas resumem o que eu defini sobre “ser pai”.

Régis Eric Maia Barros

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